Mexe a mão.
Empurrão rápido em direção à tela desce um card. Puxada rápida, sobe. Mão a uns 20 a 40 cm, e a volta devagar.
Teu PC tá apitando agora.
Um tom de uns 19 kHz, agudo demais pro ouvido humano. Pro microfone, é um farol.
O som bate na tua mão e volta.
É sonar de morcego, feito com o alto-falante e o microfone que já estavam aí.
Efeito Doppler.
Mão vindo, o eco volta um pouco mais agudo. Mão indo, volta mais grave. É a sirene da ambulância passando, em miniatura.
Quanto mais agudo?
Mão a 1 m/s num tom de 19 kHz: o eco sobe uns 110 Hz. A conta é direta, então dá pra ler a velocidade em cm/s em vez de adivinhar.
A fase, não a energia.
O som desce pra banda base e o que importa é quanto a fase girou entre uma amostra e a outra. É o mesmo estimador que radar meteorológico usa.
Parede não se mexe.
Tudo que fica parado (mesa, parede, o som que vai direto da caixa pro mic) vira um valor fixo e é subtraído. Sobra só o que se move.
A volta devagar é de propósito.
Ele dispara acima de uma velocidade e só rearma quando tu desacelera. Volta devagar e nada acontece: tu escolhe se segue daqui ou se volta.
Microsoft Research, 2012.
O paper se chama SoundWave. Catorze anos depois, cabe num arquivo HTML sem instalar nada.
Bancada.
Liga a câmera e a mão vira mouse. Pinça em cima de um quadrado pega ele, arrasta com a pinça fechada, abre a mão pra soltar.
eu
nada pego ainda