01

Mexe a mão.

Empurrão rápido em direção à tela desce um card. Puxada rápida, sobe. Mão a uns 20 a 40 cm, e a volta devagar.

02

Teu PC tá apitando agora.

Um tom de uns 19 kHz, agudo demais pro ouvido humano. Pro microfone, é um farol.

03

O som bate na tua mão e volta.

É sonar de morcego, feito com o alto-falante e o microfone que já estavam aí.

04

Efeito Doppler.

Mão vindo, o eco volta um pouco mais agudo. Mão indo, volta mais grave. É a sirene da ambulância passando, em miniatura.

05

Quanto mais agudo?

Mão a 1 m/s num tom de 19 kHz: o eco sobe uns 110 Hz. A conta é direta, então dá pra ler a velocidade em cm/s em vez de adivinhar.

06

A fase, não a energia.

O som desce pra banda base e o que importa é quanto a fase girou entre uma amostra e a outra. É o mesmo estimador que radar meteorológico usa.

07

Parede não se mexe.

Tudo que fica parado (mesa, parede, o som que vai direto da caixa pro mic) vira um valor fixo e é subtraído. Sobra só o que se move.

08

A volta devagar é de propósito.

Ele dispara acima de uma velocidade e só rearma quando tu desacelera. Volta devagar e nada acontece: tu escolhe se segue daqui ou se volta.

09

Microsoft Research, 2012.

O paper se chama SoundWave. Catorze anos depois, cabe num arquivo HTML sem instalar nada.

10

Bancada.

Liga a câmera e a mão vira mouse. Pinça em cima de um quadrado pega ele, arrasta com a pinça fechada, abre a mão pra soltar.

arrasta
eu
e eu
eu também

nada pego ainda